Fisioterapia Clínica “OXI, O QUE É ISSO?” PARTE 1

Salve, salve mocidade como estão vocês? Olha eu aqui de novo, Renata Teodoro em mais um blog comentado da fisiointensiva. Vocês estão comigo? Eu ouvi um amééééééééém??? 

Queria puxar um dedinho de prosa com vocês sobre fisioterapia clínica. Sempre que eu uso esse termo alguém me pergunta: “mas oxi, o que é isso?”. Fisioterapia clínica é nada mais que a fisioterapia como ela é! Fisioterapia raiz mesmo sabe? Mas baseada em evidência, claro. 

Assim como em todas as áreas, mas principalmente na área da saúde, as especialidades são necessárias para o aprofundamento do conhecimento em determinada disciplina, já que há uma imensidão de coisas a aprender, pesquisar e executar. Mas isso não pode tirar do profissional a visão do todo. Assim é a fisioterapia!

Nossa profissão vem crescendo muito nos últimos anos, e com isso muitas novas especialidades surgiram, o que é bom, mas por outro lado, dentro em breve teremos especialista da mão direita e outro só da mão esquerda. 

Lembra daquela época que você era jovem, idealista e queria mudar o mundo através da sua profissão? Ahhh! Era maravilhoso, você se inspirava nos profissionais tipo Dr. House que elaborava diagnósticos mirabolantes vindo do além, praticamente uma inspiração divina. Daí, no seu primeiro dia de UTI, já viu um óbito na entrada, uma parada na outra esquina e alguém gritando: “fiiiiiiiiiiisiiioooooo vem ambusar ou aspirar”. Você ainda teve uma vaga lembrança de seus professores te pedindo objetivos e conduta nos casos clínicos, mas identificar sua função real no hospital ficou distante. 

Sabe gente, eu decidi me dedicar a fisioterapia como ela é. Fisioterapia raiz mesmo! o doente hospitalizado, seja na UTI, nas enfermarias das clínicas médica ou cirúrgica, não é um pulmão encharcado de secreção não, irmãos!!! Precisamos retomar as interações fisiopatogênicas das morbidades (vixiii, arrasei no vocabulário agora!), com todo o aparato terapêutico estabelecido, ou seja, terapia medicamentosa, nutricional, fonoterapêutica, em fim, a tão falada abordagem multiprofissional, e traduzir para o “fisioterapês”. Compreender tudo isso sob o ponto de vista cinético-funcional, a luz do movimento, razão científica da existência da fisioterapia!

A compreensão por exemplo que a insuficiência hepática altera todo o desempenho muscular, porque o fígado é o cara, e ele é responsável pelo desmonte das proteínas em aminoácidos que serão usados na síntese proteica por exemplo, é essencial na abordagem, seja das hepatopatias agudas ou crônicas. Aliás o fígado é tão maravilhoso, que transforma em coisas micro as macro, de maneira que possa entrar no metabolismo celular. Tipo transformar lipídeos em ácidos graxos, carboidratos em glicose e assim por diante, além de transformar toxinas e restos metabólicos em bile, me faz pensar que deveríamos ter uma foto do fígado em casa sobre um altar para ser reverenciado diariamente.

Esses são só exemplos da necessidade de retomarmos a clínica para avançarmos no diagnóstico com precisão e nas condutas com assertividade e resolutividade, dentro do aparato, recursos e técnicas disponíveis dentro dos atos fisioterapêuticos. 

Assim meninos e meninas lindos, convido-os a essa reflexão comigo, e juro que vamos construir bases sólidas pra divulgar e praticar a fisioterapia clínica, da UTI ao ambulatório. 

BEIJO e gratidão por mais uma vez terem a paciência de ler minhas ideias!

Ahhh, lembrei, quero fazer um convite para você.

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