O treinamento aeróbico como recurso da fisioterapia respiratória

 

Salve mocidade! Profa. Renata, da fisiointensiva, firme e forte na luta contra o empirismo! Vcs estão bem?

Hoje, vamos começar falar sobre o treinamento aeróbico como recurso da fisioterapia respiratória. Bora lá????

Antes de qualquer coisa, precisamos lembrar o que é o exercício aeróbico né? Nós só lembramos dele quando pensamos em queimar aquelas gordurinhas, que o pessoal insiste em chamar de pneuzinho. Deixa de ser bobo!!!! O prefixo pneu vem do grego “ar” então tudo que tem pneu no nome é por que tem ar envolvido. Daí os ossos pneumáticos, os pneus dos automóveis, pneumotórax e a especialidade pneumologia! Entendeu?????? Não tem pneu algum aí nessa pança!

Isto posto, vamos ao exercício aeróbico:  segundo a etimologia da palavra, o termo "aeróbico" significa "com oxigênio" e está relacionado ao uso de oxigênio na produção de energia. O treinamento aeróbico é todo tipo de atividade física que através de movimentos rápidos e ritmados provoca a oxigenação das células musculares, aumento da demanda metabólica, com elevado gasto calórico. Se você é daqueles que acha que só de estar matriculado na academia e beber água de berinjela em jejum, as gorduras têm obrigação de derreter, se deu mal! São considerados exercícios aeróbicos: caminhada, corrida, remo, natação, ciclismo, patinação, dança, dentre outros (Já deu uma preguiça né?), a matrícula não faz parte desse hall de exercícios! 

Existem três principais adaptações aeróbicas que ocorrem no músculo esquelético, principalmente como resultado dos programas de treino de endurance (resistência): Maior conteúdo de Mioglobina. O conteúdo de mioglobina no músculo esquelético aumenta significantemente após o treino. Trata-se de um pigmento semelhante à hemoglobina capaz de fixar o oxigénio, agindo como um depósito para o oxigênio. A sua principal função, no entanto, é ajudar na difusão de oxigênio da membrana celular para as mitocôndrias, onde é consumido. Isso aumenta a capacidade do músculo esquelético em desintegrar o glicogénio na presença de oxigénio (oxidação) em CO2 + H2O, como produção de ATP, ou seja, a capacidade do músculo em gerar energia aerobicamente é aprimorada. A evidência para essa alteração consiste no aumento da potência aeróbica máxima (VO2 max). A segunda (a que nós comedores de brigadeiros adoramos): a maior capacidade das células musculares em oxidarem os carboidratos após o treino (ISSO É MARAVILHOSOOOO! OBRIGADA DEUS!). Isso se dá por dois fatores principais: aumentos no número, tamanho e área superficial da membrana das mitocôndrias do músculo esquelético e do aumento no nível de atividade ou concentração das enzimas implicadas no ciclo de Krebs e no sistema de transporte de elétrons. Vários estudos mostraram aumentos tanto no número, como no tamanho das mitocôndrias após o treino. Além da maior capacidade do músculo em oxidar glicogénio, há também um aumento na quantidade de glicogénio armazenado no músculo após o treino. 

Finalmente para alegria da galera dos pneus (os de gordura, não de ar): maior oxidação de gordura. A oxidação da gordura em CO2 + H2O com produção de ATP na presença de oxigénio aumenta após o treino. Não se esqueça, que a gordura pode e deve servir como principal fonte de combustível para o músculo esquelético durante os exercícios de endurance. Assim sendo, uma maior capacidade em oxidar gordura constitui uma vantagem definida por resultar no aprimoramento do desempenho dessas atividades. Em verdade, para determinada carga “submáxima” de trabalho, a pessoa treinada oxida mais gordura e menos carboidrato do que a pessoa destreinada (por favor gordura do bucho, leiam isso).  Durante o exercício com cargas de trabalho pesadas, porém submáximas, uma maior oxidação de gordura significa menos glicogénio, menos acúmulo de ácido láctico e menos fadiga muscular. 

Pereceeeeeebe??? Antes de realizar aquela super tapotagem sem qualquer evidência científica, pense em fazer seu paciente caminhar, subir escada, dentre outras atividades que eleve a frequência cardíaca (Não vale dar susto no pobrezinho), para melhorar sua resistência a fadiga. Além de tudoooo isso que falamos aí, adaptações cardiocirculatórias e respiratórias também ocorrem e vamos falar delas na nossa próxima prosa. 

Um forte abraço e força na caminhada!

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